Gratuito há mais de uma década, app ensaia cobrança

A dominância global do WhatsApp sempre se apoiou em seu status de ferramenta gratuita e sem atrito. Por mais de uma década, a plataforma evitou os esquemas complexos de monetização adotados por concorrentes, apostando exclusivamente em escala. Agora, um novo experimento indica que a Meta está disposta a testar o apetite do mercado por uma experiência premium.

A empresa está pilotando uma camada de assinatura batizada de "WhatsApp Plus". Por uma mensalidade de aproximadamente €2,49, usuários de um grupo restrito de testes ganham acesso a um conjunto ampliado de opções de personalização. A funcionalidade central de mensagens segue gratuita, mas o plano Plus permite um controle mais granular sobre a interface visual e a experiência de uso do aplicativo.

Espelho da estratégia do Telegram

A mudança espelha as estratégias freemium adotadas por concorrentes como o Telegram, que conseguiram reservar recursos cosméticos e de alta capacidade por trás de uma assinatura paga. Para a Meta, o movimento representa uma guinada em direção à receita direta do consumidor, diversificando um modelo de negócios que historicamente dependeu de ferramentas de mensagens para empresas e publicidade orientada por dados.

Quanto o usuário está disposto a pagar pela estética?

Se os usuários estarão dispostos a pagar por controle estético em um aplicativo definido pela sua utilidade é algo que ainda precisa ser comprovado. Por enquanto, os recursos "Plus" estão restritos a um pequeno círculo de testadores — um termômetro discreto de quanto o usuário moderno está disposto a gastar para que suas ferramentas digitais pareçam um pouco mais com a sua cara.

Com reportagem de t3n.

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