Em 2019, Tilda, de dez anos, morreu de forma inesperada em sua casa, deixando a família e a comunidade médica sueca sem respostas. Durante anos, as circunstâncias da morte súbita permaneceram praticamente sem investigação por parte das instituições responsáveis pelo seu tratamento. Agora, uma apuração recente trouxe novo escrutínio sobre os meses que antecederam o óbito — em especial, a intervenção farmacológica agressiva conduzida por seu cardiologista pediátrico.

Evidências apontam que o médico — já uma figura controversa na área — quadruplicou a dosagem da medicação cardíaca de Tilda nos meses anteriores à sua morte. A magnitude do aumento levantou questões profundas sobre o julgamento clínico e os protocolos que regem tratamentos pediátricos de alto risco. Embora ajustes de medicação sejam comuns em casos complexos, a escala dessa alteração específica tornou-se o ponto central de uma investigação formal.

A busca por responsabilização começou no outono passado, quando os pais de Tilda exigiram uma revisão abrangente do tratamento recebido pela filha. Após uma investigação detalhada conduzida pelo jornal sueco Dagens Nyheter, o hospital denunciou formalmente a conduta do médico às autoridades regulatórias. A medida representa uma admissão significativa de possível falha num sistema que frequentemente tem dificuldade em lidar com erros clínicos anos depois de ocorridos.

Com reportagem do Dagens Nyheter.

Source · Dagens Nyheter