Em 1968, a Hillman Library, na University of Pittsburgh, era um monumento ao ideal acadêmico do meio do século: uma fortaleza brutalista projetada para proteger e abrigar vastas coleções de mídia física. Como muitas de suas contemporâneas, a construção original de Celli-Flynn & Associates se voltava para dentro — escritórios fechados e estantes densas de livros empurravam a luz natural para as bordas do edifício.

Uma reforma abrangente conduzida pelo escritório de arquitetura GBBN reimaginou as instalações de 230 mil pés quadrados para uma era em que a biblioteca funciona menos como depósito e mais como ponto de convergência social e digital. Ao realocar uma parcela significativa do acervo físico, os arquitetos abriram as plantas para acomodar salas de aula colaborativas, makerspaces e áreas de estudo em grupo, deslocando o centro de gravidade do edifício do arquivo para o estudante.

A intervenção mais visível é uma extensão de vidro empilhado que funciona como uma espécie de farol transparente no campus. No interior, a simetria rígida original foi rompida por uma escada monumental suspensa que opera como "espinha de circulação", conectando os múltiplos pavimentos da estrutura renovada. O resultado é uma peça de infraestrutura acadêmica que prioriza visibilidade e conexão, permitindo que o concreto pesado do passado respire dentro de um ambiente moderno e banhado de luz.

Com reportagem de Dezeen Architecture.

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