James Hayward, o pintor da Costa Oeste americana que dedicou sua carreira ao peso físico da cor, morreu em 16 de abril aos 82 anos. Embora não tivesse o reconhecimento popular de alguns contemporâneos do pós-guerra, Hayward ocupava uma posição vital, quase venerada, entre seus pares. Mike Kelley certa vez o descreveu como "um dos poucos pintores verdadeiramente importantes da Costa Oeste" — sentimento ecoado por um círculo fiel de admiradores que valorizava seu compromisso obstinado com a materialidade do meio.

A transição para as abstrações monocromáticas que definiram seu legado nasceu de uma frustração específica. No início da carreira, Hayward trabalhava com telas divididas em duas cores, mas acabou considerando intolerável a fronteira entre elas. "Percebi que nunca mais queria pintar deste ou daquele lado de mais nenhuma linha maldita", disse certa vez. Essa virada o conduziu a um foco singular na tela de cor única — mas seu trabalho se distinguia das superfícies planas e clínicas do minimalismo tradicional.

Em vez de aplicações lisas, os monocromos de Hayward eram espessos e texturizados — extensões densas de tinta que afirmavam sua própria presença tridimensional. Ele descrevia seu trabalho, com ironia autodepreciativa, como "pinturas de uma cor só, basicamente de nada" — resumo que escondia a complexidade do seu processo. Relatos de que pintava no escuro sugeriam o desejo de remover o ego visual do ato criativo, permitindo que a variedade física do material ditasse a forma final. Ao fazer isso, transformava o "nada" do monocromo em um estudo profundo sobre substância.

Com reportagem de ARTnews.

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