Thomas Bangalter, outrora metade do duo eletrônico mascarado Daft Punk, segue em sua lenta e deliberada reaparição pública — desta vez dentro dos limites exclusivos do mercado internacional de arte. Em 20 de junho, Bangalter será uma das atrações principais de "WAREHOUSE ARTEFACTS", instalação imersiva no Hall 1.1 South da Art Basel. O evento representa uma colisão entre estética conceitual e subcultura eletrônica, apresentado pela art.klub em parceria com a Fondation Beyeler e a casa noturna Nordstern, de Basileia.
O projeto reúne Bangalter com o produtor de house music Rampa e o artista conceitual franco-suíço Julian Charrière. Embora os detalhes específicos da "experiência" permaneçam caracteristicamente opacos, a escalação sugere uma síntese entre as explorações frequentemente monumentais de Charrière sobre as interações entre ser humano e natureza e a precisão rítmica do French touch. Para Bangalter, que passou décadas atrás de uma máscara cromada, essas incursões recentes em trabalhos colaborativos e site-specific representam uma virada nítida rumo a um engajamento mais multidisciplinar com o som.
Desde a dissolução do Daft Punk em 2021, Bangalter tem sido seletivo em suas aparições, privilegiando composições orquestrais e projetos de vanguarda em vez do circuito tradicional de turnês. Seus sets de DJ recentes em Paris e Londres foram os primeiros em mais de uma década, sinalizando um retorno cauteloso aos palcos. Na Art Basel, o foco se desloca para além da pista de dança, em direção ao "artefato" — um indício de que o pioneiro da música eletrônica está menos interessado em nostalgia do que na institucionalização do gênero que ajudou a definir.
Com reportagem de ARTnews.
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