O calendário cinematográfico global começa a ganhar forma para a próxima temporada, ancorado pelo anúncio de que o 79º Festival de Cannes será aberto em 12 de maio com La Vénus électrique, de Pierre Salvadori. Ambientada na Paris dos anos 1920, a comédia sinaliza um retorno à fantasia histórica na Croisette. Ao mesmo tempo, a Guilda de Diretores Franceses nomeou Claire Denis como a recipiente do Carrosse d'Or, distinção reservada a cineastas cuja obra transformou de maneira fundamental a trajetória do meio.

Nos Estados Unidos, o Festival Internacional de Cinema de San Francisco prepara uma reabertura significativa do recém-restaurado Castro Theatre, marcada para 24 de abril. O festival estreia com uma sessão dupla ambiciosa: Late Fame, de Kent Jones, com Willem Dafoe e Greta Lee, seguido de The Invite, de Olivia Wilde. A programação reflete uma curadoria que combina o rigor do cinema independente com narrativas de apelo estelar, incluindo I Love Boosters, de Boots Riley, como apresentação central, antes de encerrar em 4 de maio com uma sessão especial de The Empire Strikes Back.

Em meio a esses preparativos voltados ao futuro do meio, a indústria também reflete sobre seu passado após a morte de Mary Beth Hurt, aos 79 anos. Hurt, que fez a transição de uma celebrada carreira nos palcos para uma estreia marcante nas telas em Interiors (1978), de Woody Allen, morreu após uma luta de uma década contra o Alzheimer. Seu trabalho, frequentemente caracterizado por uma intensidade intelectual discreta, permaneceu como presença constante no cinema independente americano, em colaborações com diretoras como Joan Micklin Silver e com seu marido, Paul Schrader.

Com reportagem de Criterion Daily.

Source · Criterion Daily