A calmaria durou pouco no Estreito de Hormuz, e suas repercussões devem ser sentidas já na abertura dos mercados nesta segunda-feira. O otimismo que impulsionou os ativos no fim da semana passada — sustentado pela expectativa de uma trégua regional — evaporou assim que surgiram os primeiros relatos de novos bombardeios. O episódio expõe a fragilidade das projeções econômicas e dos sistemas de risco diante de conflitos geopolíticos voláteis.
Segundo Robert Bergqvist, economista-chefe do banco sueco SEB, os mercados financeiros "se anteciparam demais" ao precificar uma paz que ainda não havia se materializado. A reação positiva de sexta-feira é agora vista como excesso de confiança — ou mesmo ingenuidade — diante de uma situação tática que permanece instável e imprevisível.
A correção esperada para o início da semana evidencia a dependência global das rotas marítimas de energia. Enquanto o cessar-fogo não passar de uma promessa no papel, a instabilidade em Hormuz continuará funcionando como freio ao fluxo comercial, empurrando investidores para uma postura defensiva menos suscetível ao ruído diplomático.
Com reportagem de Dagens Nyheter.
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